Curiosidades sobre Motos Clássicas

Pois então… Fui convidada para apresentar o AutoShow Collection ao vivo, toda terça-feira. Nesta última terça (ontem) tivemos a noite das Motos Antigas e, por um problema de conexão de Internet, a transmissão ao vivo não foi possível.

Só que eu já tinha pesquisado um monte de coisas bacanas pra falar pra galera enquanto mostrasse as motos que estavam por lá, e se tem alguma coisa que eu não suporto é ficar com conhecimento só pra mim. Então, já que não foi pro ar na página do Facebook do AutoShow Collection, vai aqui pras páginas do Coisa!

A primeira coisa que não posso deixar de dizer é sobre o próprio evento! Eles estavam com a Harley-Davidson mais rara do Brasil (e igualmente rara em outros lugares, inclusive nos EUA) em exposição. E ela é fantástica!

Não sou aficcionada por motos, mas esta… vou dizer pra vocês… me fez suspirar! Ela é do ano de 1931 e, segundo o proprietário, está na família desde zero. Já passou por restauração duas vezes e é cobiçada pelo Museu da Harley-Davidson, cuja proposta o dono já recusou algumas vezes. Pelo jeito a moto vai morrer na família… e isso é sensacional!

O motivo de ela ser tão rara é que a HD fabricou pouquíssimas motos com o motor monocilíndrico neste ano. Hoje elas são raras em toda parte do mundo, ainda mais assim: restauradas e funcionando. Além disso, o detalhe do câmbio suicida é hipnotizante! Eu que não entendo muito de motos e jamais guiei uma, não consigo imaginar a dificuldade de ter que tirar a mão do guidão pra passar as marchas! De outro mundo!

Sobre a minha pequena pesquisa… bem… vamos por partes. 🙂

Gosto muito de filmes, então pesquisei sobre as motos mais famosas do cinema e encontrei… uma infinidade de Harleys! hahaha Dentre elas, a Hidra Glide de Marlon Brandon em “O Selvagem” de 1950, a famosíssima FLH de Peter Fonda em “Easy Rider” de 1969 que virou ícone por causa da bandeira dos EUA e a icônica Fat Boy do Schwazenegger em “Exterminador do Futuro 2” de 1991.

Sim! Eu tenho uma foto na moto do Exterminador! ❤️ E foda-se que não dá pra ver a moto! Sou eu em cima dela e é o que importa. hahaha

Aqui abrimos um parênteses para uma estória que li aí pelas Interwebs cujas fontes não são confiáveis, mas que não pode deixar de ser contada. Diz a lenda que a Harley-Davidson estava perdendo mercado para as motos japonesas no fim da década de 80 e, para reconquistar o mercado, lançaram a Fat Boy. Até aí, tuuuuuudo bem… a moto tinha um visual bacana e a suspensão traseira oculta para imitar as choppers hardtail dos anos 60 e 70, mas o lance todo gira em torno da escolha do nome. Contam por aí que o nome foi escolhido por causa das bombas nucleares lançadas contra Hiroshima (que foi batizada de Little Boy) e contra Nagasaki (batizada de Fat Man) na Segunda Guerra Mundial. Bróder… se isso é verdade, é muita, mas muita mancada mesmo! A Harley nega a história e segue a vida, mas o fato é que a Fat Boy realmente desbancou qualquer outra coisa que tivesse no mercado americano na época!

Falar da moto do Exterminador do Futuro sem falar de Guns N Roses pode ser normal para qualquer pessoa nesse mundo que não seja eu. Quem me conhece (nem que seja só por aqui) sabe que sou super fã de GNR então não dá pra deixar passar uma oportunidade de bajular. hahaha. Junto com a Fat Boy, Schwazenneger também eternizou “You Could Be Mine” neste filme.

Voltando às Harleys famosas… Também achei a FXR 89 do Mickey Rourke em “Harley-Davidson & Malboro Man” de 1991, a Super Glide 86 do Bruce Willis (ou melhor… do Zed, mas Zed is dead) em “Pulp Fiction” de 1994, a Chopper do Nicolas Cage (Johnny Blaze) em “Motoqueiro Fantasma” de 2007, mais recente, a Panhead Custom (lindíssima, por sinal) de John Teller em “Sons of Anarchy” e, apesar de não ser da minha época, a super marcante Harley de Carlos Miranda, o Vigilante Rodoviário, que fez tanto sucesso na TV Tupy que fez o ator realmente ingressar na carreira militar!

Mas o mundo de motos vai além das Harley-Davidsons! E vou deixar a cereja do bolo (na minha humilde e insignificante opinião) para o final. Vamos agora falar das Japonesas. 🙂

Em filmes não achei nada ultra interessante sobre as motos japonesas, salvo pela Kawasaki Ninja 900 do Maverick (interpretado por Tom Cruise) em “Top Gun” de 1986, mas o Brasil tem histórias bacanas com duas motos japonesas peculiares: a Honda CB 750 Four e a Yamaha RD 350.

A Honda CB 750 Four ficou super famosa pelo seu apelido: 7Galo. Não vou encher vocês de detalhes técnicos da moto porque não é o meu forte e nem a intenção deste post. O legal mesmo é contar a História e o apelido desta moto veio de uma coisa bem conhecida dos brasileiros, o jogo do bicho. No jogo do bicho, 50 é o número do Galo e, por isso, a moto ficou conhecida como 7 Galo (7 + 50). Bacana, né?

Já a RD 350 tem uma história mais sombria. Conhecida como Viuva Negra a moto ficou famosa por matar muita, mas muita gente mesmo. Por ter motor dois tempos tinha pouco torque em baixa rotação (e quase nenhum freio motor), mas vinha com palhetas de torque (preciso estudar mais sobre isso) para contornar o problema. No final das contas, era uma moto forte demais e contava com donos imprudentes o que, com sorte, só deixava o condutor pra trás, mas, em grande parte das vezes, a família tinha que encerrar o dia com um funeral. Oops…

Saindo das japonesas e indo para o Velho Continente, soube que Steve McQueen exigiu que uma moto inglesa fosse usada no papel de moto alemã no filme “Fugindo do Inferno”, de 1963, porque achava que as alemãs não dariam conta do recado nas cenas do filme. Por causa disso, em vez de uma bela BMW, uma Triumph Trophy TR6 61 foi usada para se passar de moto alemã roubada pelo protagonista do filme. Bem curioso. Anos depois, em 2005, a Triumph lançou o modelo Bonneville T100 em homenagem ao filme na cor verde fosco.

Agora…. a minha super preferida durante toda a pesquisa foi a Indian Scout 1920 de Burt Munro!

Burt Munro nasceu na Nova Zelândia e passou a vida se dedicando às motos e à velocidade! Na minha pesquisa encontrei o filme “The World’s Fastest Indian” (“Desafiando Limites”, em português), de 2005, onde Anthony Hopkins interpreta o maluco do Sr. Burt em sua jornada para conquistar o record mundial de velocidade em motos de até 1000 cc. Burt bateu o record em 1967, no deserto de Bonneville marcando 295km/h (em 2014 o filho de Burt conseguiu que o record fosse retificado para 296km/h). Sério! Super vale a pena assistir o filme! Super vale!

Eu também tinha pesquisado coisas sobre motoclubes, mas depois da minha experiência no site do Abutres e de ter conhecido o pessoal do Hells Angels no Anhembi vou me abster de comentários para não criar inimizades.

E não posso terminar antes de agradecer imensamente ao meu grande amigo Gabriel Marazzi que, gentilmente, forneceu parte do material para que eu preparasse a apresentação do AutoShow Collection e que agora faz parte deste post. 🙂

Espero que tenham gostado, Coisos! Até a próxima! MUAK!

Por: Thaís Roland em parceria com Webgarage. 

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Alquimistas de Youtube

A gente tem que tomar muito cuidado com o que vê na Internet, por mais sentido que pareça fazer. O fato de termos tanta informação disponível não significa que podemos deixar de pesquisar, olhar outras opiniões e procurar fontes seguras para determinados assuntos.

Ultimamente houve uma explosão de vídeos no Youtube com gente ensinando a separar o álcool (etanol) da gasolina para poder usar gasolina “pura” no carro/moto. Tudo por causa do aumento da porcentagem de álcool na nossa gasolina.

Bem… eu tenho que dizer que quando ouvi a idéia pela primeira vez, parei pra pensar. Nunca fui boa em química e então fui atrás de gente que entende melhor do lance do que eu.

Preparei um email e enviei para a Petrobrás, para a Shell e para o Ipiranga. Também conversei com gente da área do petróleo e com engenheiros automotivos, além de algumas pessoas da indústria automotiva, das áreas de projetos e testes.

E a conclusão? NÃO FAÇA!

A gasolina que chega pra gente nos postos de combustível é coisa muito séria! Existe muita coisa envolvida, muita tecnologia, muitos detalhes e fazer essa separação de fundo de quintal resulta numa “coisa imprevisível”.

Em todas as conversar que tive com os especialistas, o ponto mais crítico em que chegamos foi o fato de que a gasolina resultante deste processo é de baixíssima octanagem, suficiente para causar um bocado de danos nos motores, especialmente os modernos, que têm taxas de compressão cada vez mais altas e não, o módulo de injeção eletrônica não consegue corrigir isso.

A gente pode reclamar o quanto quiser da nossa gasolina. O fato é que temos que nos adaptar a ela da forma mais coerente possível e com muita, mas muita informação mesmo.

Nos carros antigos, que estavam preparados para gasolina sem etanol (mas com chumbo… afinal a gasolina nunca foi tão purinha assim) a gente tem que ajustar taxas de compressão, calibragens de carburadores e mais um montão de coisas para que eles fiquem adequados ao novo combustível, mas nos carros modernos a gasolina atual é “esperada” por eles e eles sabem como lidar, não temos que inventar moda.

Além disso, qualquer coisa que façamos com os combustíveis “em casa” é ilegal (é adulteração), e PERIGOSO. Sem contar os cuidados com descartes das partes que, teoricamente, “não prestam” já que a maioria derrama isso no esgoto, na rua, no quintal…

A melhor estratégia é sempre a de fidelizar o posto de gasolina. Eventualmente você vai ver a fiscalização da bandeira fazendo uma verificação nas bombas e ainda que estejam adulterando alguma coisa, não vão correr o risco de perder um cliente regular abastecendo seu carro com o combustível ruim.

E, sério, não separe álcool de gasolina em casa!

Beijos, Coisos! Até o próximo post!

Por: Thaís Roland em parceria com Webgarage. 

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Quando meu carro precisa de alinhamento?

Já que o assunto do momento é relacionado a suspensão, então vamos falar de uma parte de cada vez. O alinhamento é um dos procedimentos de manutenção que garante segurança e consumo de combustível, além de ter grande influência no desgaste dos pneus do seu carro.

Dá pra ver que o carro precisa de alinhamento olhando os pneus. Dependendo do padrão de desgaste você consegue identificar se as rodas estão desalinhadas, mas atrás do volante você também pode perceber que tem alguma coisa errada se soltar o volante, andando em linha reta e o carro puxar para algum lado.

O processo de alinhamento vai ajustar os ângulos das rodas para mantê-las paralelas (convergência e divergência). Cada carro tem uma configuração desse parâmetro que deve ser seguida rigorosamente. Paralelas não quer dizer que elas ficarão totalmente apontadas para a frente, retinhas. Dependendo da geometria de suspensão do carro as rodas precisam ficar abertas ou fechadas, e quando o carro entra em movimento a suspensão e as forças envolvidas no deslocamento colocam elas na posição correta. Por isso que não dá pra “chutar”. Precisa, de verdade, seguir os procedimentos e valores determinados pela fábrica pra garantir que tudo vai ficar certo na hora que estivermos dirigindo.

O alinhamento também pode ajustar os ângulos para manter as rodas perpendiculares ao solo, mas isso já foi discutido no post sobre cambagem que vocês encontram AQUI.

Um carro desalinhado faz com que a condução seja desagradável, devora os pneus e pode causar acidentes, além de aumentar o consumo de combustível e emissão de poluentes. Isso tudo pesa no seu bolso!

Então fiquem ligados e não descuidem da Manutenção Preventiva! Tenham um ótimo fim de semana e não esqueçam de mandar suas dúvidas e sugestões pra eu ajudar vocês cada vez mais! 😀 Beijokas!

Por: Thaís Roland em parceria com Webgarage. 

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Entrevista com o mecânico especialista Rafael Santana

Neste mês fomos conversar com quem entende do assunto troca de óleo,  fizemos uma entrevista com um especialista que no ano passado realizou mais de 1.000 trocas . Rafael Santana é o mecânico responsável por um dos principais parceiros do aplicativo Webgarage em São Paulo.

1) É verdade que temos que trocar o óleo quando ele fica escuro?

Isso é um mito. A função do óleo é lubrificar, limpar, fazer o dispersante. Então quando o óleo esta escuro, não quer dizer que esta ruim, significa que o lubrificante está fazendo a sua função de forma correta.  Ele fica escuro pelo acúmulo de resíduos da carbonização, e depois vai dispersar estes resíduos na troca de óleo.

Fig. 1 – Vareta de óleo para acompanhar nível do óleo.

2) E quando o óleo fica grosso, é o momento de fazer a troca?

Infelizmente alguns postos de gasolina utilizam este argumento  da espessura para mostrar que esta na hora de trocar o óleo. Mas na verdade existe uma máquina chamada viscosímetro, que serve para medir a viscosidade correta ( Ex. 5W30, 20W50 ), mas é muito difícil ver sua utilização no mercado.

O lubrificante utilizado no carro pode ser mais “grosso” ou mais “fino” depende da especificação da montadora. Portanto desconfie se algum frentista faz aquela demonstração pegando o óleo com os dedos. Pois esta análise não pode ser feita de forma manual.

A forma correta de identificar o momento da troca de óleo é o acompanhamento pela quilometragem, na etiqueta, ou algum lembrete automático.

Confirme o lubrificante correto para seu carro em https://www.webgarage.com.br/

3) Você encontra muitos clientes colocando o lubrificante incorreto?

Hoje em dia a maioria das pessoas está bem informada, utilizando o manual ou aplicativos na internet. O que acontece as vezes são mecânicos que fizeram a sugestão de óleo incorreto para o cliente.

Fig. 2 – Checklist automotivo.

4) Qual o checklist que vocês fazem no momento da troca de óleo?

Aqui fazemos uma checagem do óleo, filtro do óleo, pastilhas de freio, pneu, lâmpadas, palhetas, fluido de freio, aditivo do radiador, água do limpa para-brisas

5) Você indica a troca do filtro em toda troca de óleo?

Não é que eu indico, eu sigo o manual que normalmente recomenda a troca do filtro de óleo a cada 10.000km, ou seja junto com a  troca do lubrificante. Pois caso não ocorra está troca do filtro, o motor vai ficar com uma quantidade de óleo  “velho” no sistema  (O filtro acumula uma quantidade de lubrificante que não será trocado e vai se misturar ao lubrificante novo, podendo impactar na qualidade e durabilidade).

Fig 3 – Filtros de ar

6) Em relação ao filtro de combustível e filtro de ar, você indica a troca a cada 10.000km?

O filtro de combustível sofre bastante com a qualidade da gasolina no Brasil por isso fazemos a troca a cada 10.000km . Mas sempre fazemos um teste de avaliação para confirmar essa necessidade.

O filtro de ar vai depender do uso, se for em um local poluído, com fumaça ou resíduo de cimento vai ter um desgaste maior. No checklist conseguimos fazer esta avaliação, da pra tirar olhar e mostrar pro cliente a situação. Em muitos casos não é necessário fazer esta troca.

É o que eu comentei antes, sigo o manual e não condeno nada. Após o checklist da pra saber exatamente o que é preciso fazer manutenção.

7) Quais são os principais problemas que você já viu?

Em alguns casos vi clientes que misturaram óleo sintético com mineral, ou semissintético com mineral. Frentista que acabou só completando com o lubrificante incorreto. Lembro de um cliente que chegou e a luz do óleo não apagava, e levamos numa mecânica, a peneira da bomba de gasolina estava entupida de borra (resíduo de óleo) de tantos lubrificantes que estavam misturados e falta de troca de óleo. O mecânico fez uma limpeza de motor de cabeçote e conseguiu salvar o carro.  Mas isso acontece somente quando o cliente esta desinformado ou foi enganado.

Fig. 4 – Motor com borra de óleo.

8 – O que pode acontecer se o cliente demora para realizar a troca de óleo?

Tem cliente que quer rodar 15.000 km, quando na verdade deveria rodar somente os 10.000 km recomendados . O que falo para esses cliente, é alertar para a vida útil do motor e que a troca de óleo correta vai trazer uma economia a longo prazo.

Em alguns casos o cliente não quer escutar, por exemplo uma troca de aditivo de radiador, uma manutenção simples e barata. Mas que se não for feita, acarreta no super aquecimento do motor, e queimar a junta do cabeçote, o que pode gerar um prejuízo de R$ 4.000  .

No caso se uma troca de óleo que não foi realizada no momento correto, e o óleo virar borra,  pode causar o entupimento das galerias do motor e canaletas acarretando no travamento completo do motor , gerando um prejuízo aproximado de R$ 7.000,00 .

Rafael Santana

30 anos

Especialista em troca de óleo na Centerlub ( Parceiro Webgarage )

7 anos de experiência

+ 1.000 trocas realizadas no ano passado

Vejas as melhores opções para troca de óleo em https://www.webgarage.com.br/

 

Maverick, Dodge e Opala – Muscle Cars? Sim ou não?

Muito bem.. é a segunda vez que escrevo este post. A primeira vez ficou um pouco agressiva demais pro meu estilo e causou comoção. Então agora, tentarei fazer o que tento fazer de melhor: agradar a gregos e troianos. Hehehe

Se formos nos ater ao conceito clássico de Muscle Cars, não, o Brasil nunca teve um muscle car. Mas a gente consegue contar um pouco de história e adequar o conceito à realidade brasileira e chegar a um consenso que agrade todo mundo, principalmente os fãs dos modelos em questão.

Originalmente Muscle Cars são carros americanos, exclusivamente com duas portas, com mais de um carburador (ou, pelo menos, com carburadores maiores que dois venturis) e com motores opcionais (mais potentes), além de um apelo esportivo dado por pinturas, acessórios ou acabamentos especiais. Podiam ter transmissão automática ou manual, mas também eram opcionais e, em geral, tinham motores V8 (quase que exclusivamente, com raras exceções). E, talvez o principal, foram fabricados entre 1955 (talvez o primeiro muscle car possa ser considerado o Chrysler 300 55) e 1972, quando os valores dos seguros para estes carros começou a aumentar demais e medidas mais rígidas antipoluição entraram em vigor e, finalmente, com a crise do petróleo enterrando o conceito de vez, em 73.

Para termos uma idéia mais clara do que eram os muscle cars americanos nada melhor do que citá-los. A lista é longa e deliciosa! Incluindo modelos como o Superbee, o Roadrunner, o Camaro SS 396 e o 427, o fabuloso Camaro Yenko, o Mustang Boss (429 e 351), o Pontiac GTO (maravilindo), o Viper V10 e o Corvette 454.

Percebam que são todos motores grandes. Carros como o Camaro V8, mas com carburador duplo, Cougar, Firebird, Barracuda, Challenger 318, Javelin, ou AMX eram todos considerados Pony Cars, por ainda terem apelo esportivos, mas serem menos potentes e mais acessíveis.

Neste cenário, nossos Mavericks, Opalas e Chargers não têm a menor chance de serem considerados muscle cars. Aliás, americanos consideram motores 6 cilindros tão pequenos que carros equipados com estes são de uso diário.

Contudo, todavia, entretanto…….. estamos no Brasil e aqui nossa realidade é, e sempre foi, outra. Sempre tivemos a tendência de seguir as modas americanas (mesmo que as modas européias fossem muito mais legais) e então acabamos importando também o conceito de muscle cars (na medida do possível).

Seguindo a linha de motores opcionais e características esportivas podemos considerar então que os “nossos” muscle cars são: o Dodge Charger RT, o Maverick GT e o Opala SS (talvez o Dart SE também, com um pouco de boa vontade).

Hoje em dia muita coisa mudou. A idéia de muscle cars voltou em carros como o Hellcat, por exemplo e muita gente considera muscle cars projetos independentes (carros modificados pelos próprios donos) e aí tudo virou uma bagunça, cada um pensa e diz o que quiser e o assunto virou polêmico e até delicado.

Pra mim, sinceramente, o mais importante são os carros. Pouco ligo para as definições. Trabalho em uma oficina que só faz carros originais e gosto disso, mas o meu Maverick não ficará original, ficará do jeito que eu quero, porque acho que meu carro tem que refletir a mim e não nenhum conceito. Sou apaixonada por essas banheiras lindas e continuarei apaixonada, mas também sei apreciar (e muito) as belezas da engenharia européia.

Discussões sobre que carro é melhor não me fazem o menor sentido e esta não é, nem de longe, a intenção deste post. Só me encanto pela história e acho sempre interessantíssimo entender por que cada “moda” surgiu, em que situação e o que se passava na cabeça das pessoas na época. Isso me ajuda a entender muito o que temos hoje e é até divertido prever o que vai rolar daqui a um tempo.

Peço desculpas aos leitores que se ofenderam com o último post (ou que possam ainda se ofender com este), agradeço aos que deram opiniões (especialmente ao Rogério Machado, ao Rex Parker e ao Christopher Meggeson, que me deram muitas explicações sobre o assunto) e gostaria muito que continuassem com os comentários, sempre. 🙂

Beijokitas! E até o próximo!

Por: Thaís Roland em parceria com Webgarage. 

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A importância da troca de óleo do motor do seu carro

A manutenção periódica é essencial para o bom funcionamento do seu veículo pois promove segurança e economia, evitando percalços. A troca de óleo é um procedimento fundamental para manter a vida útil do motor e também para garantir um melhor desempenho do veículo. Mas a troca de óleo pode esconder alguns truques que muitos motoristas não se dão conta por não conhecer muito bem alguns aspectos mais técnicos do veículo.

A Webgarage separou algumas dicas para você não passar nenhum apuro na hora de cuidar do motor do seu veículo.

Manutenção preventiva para carros de passeio

Se você é daqueles motoristas que rodam pouco, utilizam o carro mais para lazer e não chegam a 1.000 quilômetros por mês, saiba que a troca deve ser realizada a cada 10.000 quilômetros ou a cada ano, dependendo do que chegar primeiro. Isso garante um motor qualificado e uma rodagem tranquila. No momento da troca é indicado a troca de filtro de óleo, pois o filtro contém óleo antigo irá se misturar ao óleo novo quando o motor funcionar. Ou seja em caso de não trocar o filtro a qualidade e tempo de de troca podem ser reduzidos. O filtro de ar de habitáculo devem ser avaliados pelo mecânico para confimar a necessidade de troca.

Carros usados frequentemente

Agora se você utiliza o carro diariamente, sofre com o trânsito caótico das grandes cidades, altas temperaturas, passa por muitas ruas e estradas esburacadas, essa troca de óleo pode cair para 5 ou 7 mil quilômetros. Situações de uso severo podem diminuir a vida útil do seu carro se ele não passar por manutenções regularmente afinal, o óleo é o responsável por lubrificar todas as peças que fazem o motor funcionar corretamente.

Informações importantes para uma boa troca de óleo

Cada lubrificante tem a sua especificação SAE e API, por isso esteja atento ao óleo usado no veículo. Para a identificação correta é importante verificar 3 características conforme abaixo:

1 – Viscosidade SAE EX: 5W30 / 10W40 . A viscosidade é a fluidez do líquido em uma determinada temperatura. Quanto mais viscoso mais “ grosso “ e cada motor tem uma característica especifica de trabalho ( temperatura, rotação, etc… ) demandando um determinado SAE.

2 – Segunda informação é o API EX: SL / SM / SN . Estas siglas se referem a qualidade do aditivo que esta contido no lubrificante. A segunda letra da sigla EX: SL / SM / SN , se refere uma nova geração de aditivos, seguindo ordem alfabética ( L / M / N ). Portanto seu veiculo terá um API mínimo ( Conforme manual ) mas todos os APIs de nova geração se aplicarão ao seu veículo.

3 – Adicionalmente as informações acima, é importante saber previamente a quantidade de óleo que se aplica em seu carro. Dessa maneira você terá informação suficiente conversar com seu mecânico e fazer uma boa escolha na hora de trocar o óleo.

Identifique o lubrificante e volume correto para troca de óleo do seu veiculo em https://www.webgarage.com.br/
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5 dicas essenciais para quem vai viajar de carro 

5 dicas essenciais para quem vai viajar de carro 

1) Conheça o trajeto
Informar-se antes sobre o trajeto a ser seguido é fundamental para fazer uma boa viagem.

2) Descanse no dia anterior
Por mais que você goste de dirigir, pegar a estrada é uma atividade cansativa.

3) Revise o veículo
Uma revisão básica no veículo é obrigatória para quem vai viajar. Caso contrário, você está arriscando não só a sua vida, dos seus passageiros e dos outros motoristas. A manutenção que pode acarretar no maior dano no carro é a troca de óleo. O óleo lubrifica o contato entre as pecas do motor, caso esteja vencido pode danificar estas pecas ou seja perda total no motor do carro. O cuidado com um especialista é uma solução correta e que demora 30 minutos.

4) Leve dinheiro em espécie
A estrada pode abrigar estabelecimentos de todos os tipos, inclusive aqueles que não aceitam nenhum tipo de cartão como pagamento.

5) Tenha um mapa físico à mão
O GPS é ótimo para quem vai viajar, mas é bom não confiar 100% nele, porque em muitas estradas, o sinal não é bom.

Acesse e veja como é fácil cuidar do seu veículo: https://www.webgarage.com.br/
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Confira 7 cuidados básicos com seu carro que vão te livrar de apuros nestas férias.

O QUE PRECISO CHECAR NO MEU CARRO ANTES DE VIAJAR NESTAS FÉRIAS ?

1 – MANUTENÇÃO DOS PNEUS
Sempre deixe-os calibrados de acordo com o recomendado pelo fabricante. Esta informação está na porta do veiculo e no manual do veiculo. Veja que pode variar de acordo com o peso. A calibragem correta aumenta a vida útil do pneu e reduz a chance de ter o pneu furado no trajeto.

2- COMO O COMBUSTÍVEL PODE TE COMPLICAR

A qualidade do combustível pode afetar diretamente o funcionamento do motor e inclusive causar pane. O ideal é utilizar um posto de gasolina de confiança que você já conheça  tenha um histórico de qualidade. Parece simples mas já fiquei na mão por causa da gasolina

3 – “ÁGUA” DO RADIADOR ( QUE NÃO É ÁGUA )

O radiador é responsável por manter o motor funcionando na temperatura correta. A “água” do radiador que na verdade é líquido de arrefecimento que contem componentes que evitam a evaporação e congelamento. Por isso é fundamental checar o nível e completar corretamente. Lembre-se que este sistema será sobrecarregado com o uso de ar-condicionado no trânsito, o que torna esta checagem ainda mais importante antes de sua viagem.

4- VERIFIQUE O NÍVEL DO ÓLEO

A manutenção que pode acarretar no maior dano no carro é a troca de óleo. O óleo lubrifica o contato entre as pecas do motor, caso esteja vencido pode danificar estas pecas ou seja perda total no motor do carro. O cuidado com um especialista é uma solução correta e que demora 30 minutos.

5 – PALHETAS DE LIMPADOR PARABRISAS

Tem coisa que a gente só lembra quando precisa ! Como as palhetas de limpara brisas na chuva, na estrada quando você esta com sua família. Os fabricantes indicam a troca a cada ano, pois o material de borracha resseca devido a exposição direta ao sol. Nem sempre o posto de gasolina terá as palhetas corretas para seu carro, e não vai dar pra reclamar do preço nesta situação. Nossa sugestão é fazer uma pesquisa em autopeças de sua preferencia. Caso escolha  comprar online lembre se do tempo de entrega para não impactar no cronograma de sua viagem

6 – CONFIRA OS FREIOS

Outro item importante para se verificar antes de pegar a estrada é o sistema de freios. É um item um pouco mais complexo do que os outros pontos mencionados, por isso recomendamos fortemente que você visite seu mecânico de confiança. Em geral a troca de pastilhas deve ser realizada a cada 10.000 km. Dependendo do uso este km pode variar. Os principais componentes do sistema são: fluido, pastilhas, discos e cilindros . Mas normalmente a troca de pastilhas, fluido e eventualmente os discos dianteiros resolve . O diagnostico pode demorar 15 min e a troca de pastilhas e discos se estima 45 min .

7 – AUTO SOCORRO

As estradas administradas por concessionarias tem um sistema de guincho básico. Em caso de pane, eles levarão seu carro para o posto de gasolina ou mecânico mais próximo. A partir deste ponto você pode acionar o seguro ou um outro guincho para levar você ate seu destino. Lembrando que na alta temporada este sistema pode demorar bastante . Em sua próxima viagem, repare na quantidade de carros parados na subida da serra .

Tenha em mãos os seus contatos telefônicos de seguro e mantenha junto com o documento do carro. Ah e leve sempre a chave reserva.

Estes são itens básicos que ajudam a eliminar grande parte dos problemas comuns, é importante lembrar que cada carro e dependendo da forma de uso poderá gerar uma necessidade especifica.

Aproveite os feriados de final de ano sem ter problemas no seu carro!

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Deve-se trocar o óleo apenas na quilometragem indicada no manual?

Em alguns casos, é necessário estar atento também ao tempo de uso, mesmo que o carro percorra pequenas distâncias. No caso da troca do óleo por tempo e não por quilometragem, normalmente sua contaminação e oxidação já estão elevados. Quanto mais ele se oxida, mais cresce sua viscosidade, aumentando o consumo de combustível, perdendo potência, formando vernizes e aumentando emissões.

Quando é hora de trocar o óleo e o filtro

Você já sabe que ambos devem ser trocados juntos e porquê, agora veja quando. Mais uma vez o que deve ser levado em conta é o período indicado pela fabricante, inclusive com as ressalvas feitas no manual do proprietário. Quando o uso é considerado “severo”, em situações em que o carro enfrenta condições ruins de navegação, como ruas alagadas ou lama, muita poeira, engarrafamentos diários ou uso contínuo, o período deve ser antecipado.
O período normal varia de acordo com a marca e o modelo do veículo e pode variar entre 15 mil e 7,5 mil quilômetros rodados, mas pode ser antecipado para 3 mil Km. A dica é olhar – e seguir – todas as recomendações do manual. Dessa forma você estará contribuindo para o melhor rendimento e uma vida útil mais longa do motor.

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O óleo deve ser sempre da mesma especificação, não pode misturar mineral com sintético

Se acontecer a mistura de lubrificantes de especificações diferentes, não importando se em níveis de desempenho ou viscosidade, vai alterar essas propriedades.Por exemplo: misturar um 5W40, que é mais fluido na partida a frio do motor, com um 15W40, que é menos fluido na mesma condição, tornará a mistura menos fluida, o que pode significar perda de eficiência, aumento de consumo de combustível e desgaste de motor, motor de partida e bateria.

Quais as diferenças entre óleo mineral, sintético e semi-sintético. Por que os óleos sintéticos podem ficar por mais tempo no motor que os outros? 
Quanto à diferença entre eles, o óleo sintético é um produto de engenharia química bem mais resistente que o mineral – que é obtido da destilação direta do petróleo – e o “semi-sintético” – que é uma mistura de básicos sintéticos e minerais. Mas,  o importante é não se deixar levar por argumentos que este ou aquele óleo dura mais quilometragem ou mais tempo em uso – os minerais duram 5 mil km, enquanto os sintéticos valem por 10 mil km.
Já Ricardo Dilser, assessor técnico da Fiat, explica que os óleos sintéticos têm, em geral, vida útil maior se comparado aos lubrificantes minerais por serem mais resistentes.  Os óleos minerais, em geral, são mais baratos. Já os sintéticos, fabricados pela síntese de componentes em laboratório, são mais caros que os de origem mineral.

Seguindo essas dicas e aumentando os cuidados com carro você estará seguro, e garantirá que a viagem transcorra sem problemas, chegando ao seu destino com segurança. 

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